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Diário #1- Building Doctor: Porque é que estou a construir isto

  • Foto do escritor: Inês Viana
    Inês Viana
  • 9 de mar.
  • 2 min de leitura

Desde 2009 que me questiono: e se tivesse escolhido Engenharia Informática em vez de Arquitetura?


Durante anos, essa pergunta ficou guardada. Fiz o meu caminho pela arquitectura, pela sustentabilidade, pelos edifícios. Trabalhei em Londres, aprendi o que é um edifício sustentável, o que significa WELL, Neuroarquitetura, o impacto no ambiente, o que a qualidade do ar faz às pessoas que trabalham num espaço.


Mas a pergunta nunca foi embora.


Em Londres, num projeto com poucos recursos, tive a oportunidade de construir soluções com o que tinha. Zapier, automações, IA. E algo que estava adormecido acordou, a lógica, os sistemas, a vontade de construir. Com o regresso a Portugal, decidi dedicar os primeiros seis meses de 2026 a estudar Python, SQL, Prompt Engineering. Não por obrigação. Por genuína curiosidade.


E com essa decisão vieram as ideias.


A resposta veio de alguma forma até mim, não é sobre um ou outro. É sobre Arquitetura & Engenharia Informática. É sobre unir dois mundos que me são muito próximos. É sobre o impacto do ambiente na saúde do ocupante e na saúde do planeta. A base é sempre a mesma, as ferramentas é que vão evoluindo.


Há muitas ferramentas que medem edifícios. Medem CO₂, temperatura, qualidade do ar. Geram relatórios, pontos para certificações, dashboards. Mas nenhuma me diz o que realmente quero saber: este espaço está a afetar a minha capacidade de pensar?


Há uma diferença enorme entre uma métrica e um resultado. Saber que o CO₂ está a 900ppm é uma métrica. Perceber que o teu foco caiu a pique às 15h por causa disso, isso é um resultado.


O Whoop fez isso para o corpo humano. O Building Doctor quer fazer isso para os edifícios.


Não tenho tudo definido. Não sei exactamente como vou construir isto, nem quanto tempo vai demorar. Mas decidi fazê-lo em público, partilhar o processo, os erros, as dúvidas, as descobertas.


Este é o primeiro diário. Haverá mais.


Se trabalhas em edifícios, em tecnologia, em wellbeing, ou se simplesmente já sentiste que o teu espaço de trabalho te drena sem saberes porquê, fico feliz por teres chegado até aqui.



 
 
 

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